domingo, 12 de outubro de 2008

Eis a questão.

olhares.com




-Amor, você não acredita em mim, não é?
-Acredito.
-Não, nossa relação é cheia de erros, cheia de controvérsias, mas não traí.
-Não?
-Não.
-Verdade?
-Ah! Traí sim. Tenho espírito assim, não digo que seja bom, ou ruim, mas é assim. Não vejo mal nenhum em trair. É comum, normal acontecer. Senti vontade, beijei os melhore beijos possíveis. Senti um novo gosto. Tive meus olhos brilhando de novo. Tive as borboletas revirando meu estômago. Revivi antigas emoções. Senti abraços e carinhos saudosos. E tenho vontade de beijar de novo. E beijarei de novo. E de novo.
- Poorra!
-Eu sou normal: Carne, osso, dentes, pele, cheiro, instinto, sentimentos. Acho que se sinto vontade devo fazer. Se volto e sinto vontade de beijar, devo fazer também. E se não sentir vontade, pronto. Passou.
-Passou não, Anita. Não passou nada. – Lágrimas por dentre seu rosto -.
-Passou, pra mim é isso. “Vontade que dá, e passa.’’
-Se ponha no meu lugar!
-Ah, no seu lugar eu estaria esperneando. Te entupindo de bolachas, te gritando, te esmurrando.
-Então, devo te esmurrar?
-Óbvio que não. É totalmente diferente.

-Há, traição.

♫Luxúria, Isabela Taviani.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Últimos 45’’


Precisamente 45’’. Corresponde a exatamente, precisamente a ‘Quarenta e Cinco Segundos’. Pode corresponder a um Spot, a um VT diferenciado, à metade de 90’’. Pode parecer rápido, e ser devagar. Podem ser os primeiros segundos de uma vida. Ou os últimos. Pode ser apenas 45’’, e pode ser o tempo de uma explosão super, super gigante. Pode ser o tempo de uma lembrança, ou um pensamento. Pode ser o tempo de um “Bom dia” bem longo e cheio de amor.

45’’- ‘Quarenta e Cinco Segundos’. Pode representar o passarinho caindo. Subindo. A velocidade de uma morte, ou de um e-mail. O tempo de uma decisão. De um SIM, ou de um não. Ana Franco - Olhares.com


45’’ foi exatamente o tempo do nosso encontro. Longo? Não, não, não. Curtíssimo.
O tempo de um “Oi”, um quase abraço, e um super beijo. Ótimo. Lindo. Surpreendente.

Tem tempo para um café?


ao som: Starfix.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Ele.3

Foto: André Gonçalves


Ela sonha com ele todas as noites, e acorda cheia de saudade. Acorda com aquele sabor de querer, com aquele cheiro de café quente na cama feito por ele. Com as rosas no vaso ao lado, e o mar aberto à frente.
Levanta para o trabalho com a saudade apertando, a vontade de ligar pra desejar bom dia, de perguntar como foi a noite, e programar algo para o almoço.

-Ela ainda está com saudade. E continua, ele não dá sinal.


Deles: * Conversa de botas batidas' Los Hermanos *

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Ele.2

'desamor' - André Gonçalves como fotógrafo.


'Ela quer. Sempre quis. Ele também, apenas um pouco mais discreto. Mais afinado.
Ela não gosta de coisas poucas, nem de amor pouco, nem de carinho pouco. Ela gosta do desmedido. Totalmente desmedida.
Ela quer encontrá-lo, receber inúmeras declarações de amor, proposta de namoro, casamento, filhos, viagens e uma casa na praia. Quer choro. Quer bouquêt de lírios brancos, rosas, amarelas e azuis. Ela quer todo um clichê que nunca teve.
Ao mesmo tempo não quer nada. Recebe todas as declarações, e acha 'chinfrin'.
Minutos depois quer se jogar nos braços dele, quer amor. Quer todo o suor do seu corpo.

Ele sempre quis. Sempre quis tê-la, o calor não deixou ele se aproximar. Ele ainda quer, diz que quer, mas não faz mais nada. Às vezes penso que o amor deles não será concretizado nessa vida. Ele diz que sente saudades, no melhor tom, no tom mais apaixonante, mais carinhosos. Diz que sente saudades dos olhos dela, do sorriso, do cachos, do cheiro que exala de paixão. Ele diz que se sente atropelado pelo sorriso dela. Diz que ainda machuca ao vê-la com outro. Diz que o vermelho com bolinhas azuis que ela usa no vestido serão pra sempre. Que a fotografia será sempre a mesma, no mesmo lugar, e com os mesmos sentimentos.
E diz: 'Aonde quer que vá, levo você no olhar.'

.

ainda diz, e apenas diz.'
.Trilha sonora . EleeEla - Conversa de botas batidas' Los Hermanos.


(Ah, sobre o post de ontem, desculpem. - Faltei.)

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Vontade.

É impressionante como minha vontade de vir escrever me vem nos momentos mais impossíveis. E todas as outras vontades também. - (Mas isso é pra outro post ). Geralmente quando estou no carro, com um trânsito e sem nada em mãos. Ou, que é mais comum, durante a manhã, no auge de pessoas pra atender. No auge de coisas enormes pra resolver.

Vou me controlar. O post da manhã deve chegar até o final do dia.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

sem título.

Teresina. André Gonçalves.

-Amor?
-
-Amoooor?
-hum..
-amor eu quero um beijo.
-tá. [som de beijo].
-não amor, quero um beijo diferente.
-como assim?
-ah amor, quero um beijo no meu joelho.
-beijo.
-é que tá doendo, assim vai sarar.
-beijo.

domingo, 14 de setembro de 2008

Ele.1

olhares.com

Essa história de 'quem vive de passadó é museu' é bem antiga. E nada real.


Ao vê-lo, sentiu seus olhos ardendo em alegria. Sentiu aquele formigar de borboletas no estômago. Olhar.
Ele conseguia transmitir o mesmo, ou até mais. Transmitiu a saudade, a vontade, o arder no seu corpo. O formigar no dela.

Os tais corações se sentiram, eles estavam tão acelerados quando o encontro aconteceu, que os olhos ardiam. Latejavam ensaiando uma lágrima, que ficou presa por dentre as convêniências e os tais orgulhos que devagarinho também se faziam presentes. Pequenininhos, quase fora da vida real.

A vontade de não soltar mais, de fazer de um abraço o infinito de encontros, mesmo que casuais. E durante o abraço a imaginação fervilhava, os desejos afloravam, as borboletas tomaram de conta do estômago.
A felicidade estava espairada por todo o corpo, as pernas não se aguentavam, e a imaginação fluiu.

Vários abraços, um papo meio que sem rumo, pois não precisariam de muitas palavras, os rostos se correspondiam, os braços e mãos nervosas também. Marcaram algo que nunca deu certo.
Moraram juntos em outras vidas. Essa é a certeza dela. A dele, é dizer que o amor é infinito.
Eles sabem, eles tem certeza que um dia serão bem mais felizes juntos, confiam em demasia no destino, e ele pode ser bem cruel.


Eles precisavam desses tais 'casuais'. Bem mais. Ver, sentir, ter por perto. Mesmo que por poucos momentos deixa ela bem mais feliz.


'Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas não ter o seu lugar.'
Conversa de Botas Batidas - Los Hermanos.
AS (Marcelo Camelo)